Ações explicadas · Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) · dados de 13 de outubro de 2026

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) vale a pena?

semana+9,1%
1 mês+20,5%
3 meses+36,6%

PCAR3 subiu 36,6% em três meses, mas continua abaixo da máxima de 52 semanas e apresenta fortes oscilações. O GPA teve prejuízo e dívida elevada; a Justiça aprovou um plano para reorganizar compromissos, sem eliminar esses desafios.

O que a Grupo Pão de Açúcar faz

O Grupo Pão de Açúcar opera supermercados conhecidos, como Pão de Açúcar e Extra, vendendo alimentos e itens de uso diário.

A leitura da IA

O preço

Nos últimos três meses, PCAR3 subiu 36,6%; ainda está 13,5% abaixo do maior preço e 145,2% acima do menor, em 52 semanas. A oscilação anualizada de 67,3% indica variações fortes; RSI 73, indicador de ritmo, aponta uma alta recente acelerada.

Os fundamentos

Os fundamentos mostram prejuízo: margem líquida de -11,6% e retorno sobre patrimônio, medida do lucro frente aos recursos próprios, de -520,3%. O P/L é -0,83; essa comparação entre preço e lucro perde utilidade quando há prejuízo. O indicador não registra dividendos (DY 0,0%), e a dívida líquida sobre patrimônio está em 8,95.

As notícias

As manchetes destacam a aprovação judicial do plano de recuperação extrajudicial, que reorganiza dívidas, e associam essa notícia à alta da ação. O dossiê também aponta prejuízo de R$ 250 milhões no trimestre e dívida líquida de R$ 3,66 bilhões. A receita caiu 9,6% em relação ao mesmo período do ano anterior; a aprovação não elimina esses riscos.

Os números que importam

Indicadores de Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), com o que cada um significa
IndicadorValorO que significa
Preço da açãoR$ 3,58quanto custa um "pedacinho" da empresa hoje
Dividendos (12 meses)0,0%o "aluguel" pago aos sócios no último ano, em % do preço da ação
P/L-0,83quantos anos do lucro atual "pagariam" o preço da ação — régua de caro/barato, não garantia
Volatilidade67,3% a.a.o quanto o preço costuma balançar — maior = mais sobe-e-desce no caminho

Pontos fortes e riscos

Pontos fortes
  • A empresa registrou resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização positivo de R$ 420 milhões no último trimestre (EBITDA), com margem de 10%.
  • A Justiça homologou o plano de recuperação extrajudicial, dando respaldo judicial à reorganização das dívidas.
Pontos fracos
  • A empresa teve prejuízo de R$ 250 milhões no último trimestre e acumula prejuízos em sete dos oito trimestres informados.
  • A dívida líquida chegou a R$ 3,66 bilhões, com alavancagem de 6,51 vezes o EBITDA, após forte aumento no período.
Oportunidades
  • A execução do plano de recuperação extrajudicial pode aliviar a pressão financeira se a empresa cumprir os acordos.
  • A geração de EBITDA positivo oferece uma base operacional que pode ajudar a empresa a buscar uma recuperação, embora ainda não tenha evitado prejuízos.
Riscos no radar
  • O endividamento elevado e crescente pode dificultar o pagamento de compromissos e a recuperação das operações.
  • A receita caiu 9,6% ante o mesmo trimestre do ano anterior, enquanto os prejuízos seguem frequentes.

A ação está cara ou barata?

Como a empresa teve prejuízo, a relação entre preço e lucro não ajuda a avaliar se a ação está barata (P/L -0,83). O preço equivale a 4,31 vezes o valor contábil do patrimônio por ação (P/VP 4,31), apesar do retorno sobre o patrimônio muito negativo (-520,3%) e da ausência de dividendos (DY 0,0%).

A Grupo Pão de Açúcar está cara ou barata perto do que ela mesma já custou?

A Grupo Pão de Açúcar está hoje sem P/L: nos últimos doze meses ela acumulou prejuízo, e um múltiplo de lucro negativo não mede nada — sobra o P/VP para comparar com a própria história desde 2020. O preço da ação vale 3,52 vezes o patrimônio líquido por ação (P/VP), no 100º percentil, contra uma mediana de 0,39 no período. Pela régua de geração de caixa, o EV/EBITDA está em 9,1, 94º percentil, com mediana histórica de 3,4. Não há cinco anos de lucro positivo para dizer se o lucro de hoje é normal para a empresa, então o múltiplo vem sem essa referência. Múltiplo baixo não é convite nem múltiplo alto é alarme: o percentil só diz onde o preço de hoje se encaixa na própria história. Os múltiplos são calculados aqui, com o balanço entregue à CVM (trimestre encerrado em 30 de junho de 2026) e o fechamento de 7 de agosto de 2026 na B3.

Com que frequência PCAR3 caiu mais de 10% em um mês?

Em 101 meses desde junho de 2015, PCAR3 fechou o mês mais de 10% abaixo do anterior 24 vezes — uma a cada 4,2 meses, em média — já contando dividendos e desdobramentos na série. O pior mês foi agosto de 2023, com −76,1%. Depois de uma queda dessas, o preço (com proventos) levou tipicamente 4 meses para voltar ao nível de antes; a recuperação mais longa levou 18 meses, e 10 quedas ainda não tinham sido recuperadas até agosto de 2026. No período, 50% dos meses fecharam em alta. Isso é o passado da ação, não uma previsão: serve para calibrar o susto — quem tem PCAR3 viu, historicamente, um tombo desse tamanho a cada 4,2 meses e um prazo típico até recuperar — e não para dizer o que vem. A série é a de retorno total do COTAHIST da B3, no fechamento do último pregão de cada mês, desde 2015.

Números calculados aqui, a partir do acervo da B3 e da CVM — dados até 2026-08-07. Sem preço-alvo, de propósito.

Por que mexeu nos 5 pregões até 13/10

+9,1% em 5 pregões. PCAR3 avançou 9,1% na semana, período em que as notícias destacaram a homologação judicial do plano de recuperação extrajudicial. As manchetes associaram essa aprovação à alta da ação.

O que saiu na imprensa

Perguntas comuns sobre PCAR3

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) paga dividendos?

O indicador de dividendos do dossiê é 0,0%, ou seja, não registra pagamento nesse indicador. Isso não permite afirmar o que acontecerá no futuro, pois a distribuição depende dos resultados e das decisões da empresa.

O que significa a recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3)?

É uma negociação para reorganizar dívidas com credores, feita fora de um processo de recuperação judicial. No caso do GPA, a Justiça homologou o plano, mas isso não significa que os prejuízos ou as dívidas tenham desaparecido.

Por que a ação do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) subiu após a aprovação do plano?

As manchetes relacionaram a alta à homologação judicial do plano de recuperação extrajudicial. A aprovação pode mudar a percepção sobre a reorganização das dívidas, mas não garante melhora nos resultados da empresa.

O que os prejuízos e a dívida do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) mostram?

O dossiê informa prejuízo de R$ 250 milhões no último trimestre e dívida líquida de R$ 3,66 bilhões. Esses dados mostram desafios financeiros; para avaliar a situação, também importa acompanhar os resultados e a execução do plano de recuperação.

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