Ações explicadas · Grupo Mateus (GMAT3) · dados de 1 de setembro de 2026

Grupo Mateus (GMAT3) vale a pena?

semana+7,7%
1 mês+14,9%
3 meses+10,2%

O Grupo Mateus vende cada vez mais e cortou muito da sua dívida, mas o lucro caiu forte no último balanço. A ação está barata frente ao que a empresa vale, num cenário de consumo difícil.

O que a Grupo Mateus faz

O Grupo Mateus é uma rede de supermercados e atacarejos (aquelas lojas grandes que vendem no varejo e no atacado) forte no Norte e no Nordeste do Brasil.

A leitura da IA

O preço

A ação está a R$ 4,63. Isso fica 35,1% abaixo do maior preço dos últimos 12 meses e 29,7% acima do menor. No último mês ela subiu quase 15%. O papel balança bastante — a volatilidade anualizada, o tamanho médio do sobe e desce, é de 49% ao ano.

Os fundamentos

Nos fundamentos há dois lados. A dívida caiu muito e as vendas crescem, cerca de 12% contra um ano atrás. Mas o lucro encolheu quase 31% no mesmo período. Sobra pouco de cada venda: só 4 centavos de lucro por real vendido. A ação está barata, negociada a 0,95 vez o patrimônio.

As notícias

As notícias têm tom neutro, com alertas. Casas como BB cortaram o preço-alvo e a XP citou falta de proteção num cenário macro difícil. A imprensa lembra um erro contábil de R$ 1,1 bilhão e uma disputa com a Receita Federal. O consumo pressionado por juros altos aparece como risco recorrente.

Os números que importam

Indicadores de Grupo Mateus (GMAT3), com o que cada um significa
IndicadorValorO que significa
Preço da açãoR$ 4,63quanto custa um "pedacinho" da empresa hoje
Dividendos (12 meses)2,6%o "aluguel" pago aos sócios no último ano, em % do preço da ação
P/L6,57quantos anos do lucro atual "pagariam" o preço da ação — régua de caro/barato, não garantia
Volatilidade49,1% a.a.o quanto o preço costuma balançar — maior = mais sobe-e-desce no caminho

Pontos fortes e riscos

Pontos fortes
  • Dívida despencou: o quanto a empresa deve em relação ao que gera de caixa caiu de 1,34x para 0,41x em oito trimestres
  • Receita em crescimento consistente (+18,2% do primeiro ao último trimestre e +12,2% contra o mesmo trimestre do ano anterior)
  • Preço da ação abaixo do valor contábil da empresa (o mercado paga 0,95 por cada real de patrimônio) e lucro em relação ao preço barato (P/L 6,57)
  • Nunca teve prejuízo nos 8 trimestres analisados
Pontos fracos
  • Lucro caiu forte: -36,2% no período e -30,7% contra o mesmo trimestre do ano passado
  • Sobra pouco de cada venda (margem de lucro de apenas 4,0%)
  • Boa parte do lucro operacional é comida pelos juros (67,1% do resultado operacional vai para pagar juros)
  • Margem EBITDA baixa (6,9%), típica do varejo alimentar de baixo preço
Oportunidades
  • Continuidade da queda da dívida libera mais lucro no futuro
  • Expansão de lojas com crescimento histórico de receita de 21% ao ano nos últimos 5 anos
  • Preço 35,1% abaixo da máxima de 52 semanas pode atrair quem busca recuperação
Riscos no radar
  • Consumo pressionado por juros altos (taxa pré em 14,36%) afeta varejo
  • Cortes de preço-alvo por casas como BB e alerta da XP sobre falta de proteção no cenário macro difícil
  • Queda nas vendas de mesmas lojas indicada nas manchetes
  • Disputa com a Receita Federal e erro contábil bilionário citados na imprensa
  • Ação já subiu bastante no curto prazo (força relativa RSI em 77, zona esticada) e proteção contra queda está cara (volatilidade implícita no 76º percentil do ano)

A ação está cara ou barata?

A ação parece descontada: o mercado paga 0,95 por cada real de patrimônio (P/VP) e apenas 6,57 vezes o lucro anual (P/L), com retorno sobre o capital dos donos razoável (ROE 14,5%). O dividendo é modesto (2,6% ao ano). O desconto reflete o encolhimento recente do lucro e o receio com o consumo.

Por que mexeu nos 5 pregões até 01/09

+7,7% em 5 pregões. Nos últimos cinco pregões a ação subiu 7,7%, acompanhando a alta de quase 15% no mês. As manchetes recentes trazem cortes de preço-alvo e alertas, não boas notícias — então não há um motivo óbvio no noticiário para o movimento; parece oscilação normal do papel.

O que saiu na imprensa

Perguntas comuns sobre GMAT3

O Grupo Mateus (GMAT3) paga dividendos?

Sim. Segundo o dossiê, o dividend yield (parte do lucro distribuída aos sócios, medida em relação ao preço da ação) é de 2,6% ao ano. É um valor modesto perto de outras empresas. Dividendos dependem do lucro futuro e podem variar de um ano para outro.

Por que o lucro do Grupo Mateus (GMAT3) caiu?

O balanço mostra queda de cerca de 31% no lucro contra o mesmo trimestre do ano anterior. A empresa vende mais, mas sobra pouco de cada venda — margem de 4%. Além disso, parte do lucro é consumida por juros. O consumo apertado no Brasil também pesa.

A ação do Grupo Mateus (GMAT3) está barata?

Pelos números, ela está negociada a 0,95 vez o patrimônio (P/VP) e 6,57 vezes o lucro anual (P/L), o que é considerado descontado. Mas preço baixo costuma refletir riscos: aqui, o lucro caiu e há receio com o consumo. Barato não significa bom ou ruim automaticamente.

O Grupo Mateus (GMAT3) é uma boa ação para quem está começando?

Isso depende dos seus objetivos e da sua tolerância a oscilação. Os dados mostram uma empresa que cresce e reduziu dívida, mas com lucro em queda e uma ação que balança bastante. Vale entender esses pontos antes de decidir — a escolha é sua.

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Análise educacional gerada por IA a partir de dados públicos (cotações e histórico da B3, fundamentos públicos e manchetes) — os números têm a data indicada no topo e podem estar defasados. Isto NÃO é recomendação de compra ou venda, análise de valores mobiliários ou consultoria de investimentos (CVM). O InvestSimples não é corretora, não movimenta dinheiro e ninguém aqui ganha quando você opera. Mercado envolve risco; a decisão é sempre sua, na sua corretora.