Ações explicadas · Magazine Luiza (MGLU3) · dados de 6 de outubro de 2026

Magazine Luiza (MGLU3) vale a pena?

semana+43,9%
1 mês+64,1%
3 meses+110,6%

MGLU3 subiu 64,1% em um mês, enquanto a rentabilidade informada segue baixa. O último trimestre informado teve prejuízo, em contraste com um rali associado nas manchetes a expectativas econômicas.

O que a Magazine Luiza faz

A Magazine Luiza opera lojas físicas e comércio eletrônico, vendendo itens do dia a dia como celulares, eletrodomésticos e móveis.

A leitura da IA

O preço

Em um mês, a ação subiu 64,1%; em três meses, acumulou alta de 110,6%. Ela segue 15,4% abaixo do topo de 52 semanas. A volatilidade anualizada, medida da intensidade das oscilações, foi de 96,1%.

Os fundamentos

A margem líquida é 0,2%, o retorno sobre patrimônio 0,8%, e a dívida líquida equivale a 0,29 do patrimônio. O último trimestre informado teve prejuízo de R$ 70 milhões; P/L de 66,72 compara preço com lucro. O dividend yield é 1,1%, indicador de dividendos frente ao preço; P/VP de 0,53 compara cotação e patrimônio contábil.

As notícias

Manchetes relacionam o rali a expectativas após o primeiro turno das eleições, possível queda dos juros e sinais gráficos. Essas notícias não comprovam melhora operacional; prejuízos recentes e o peso dos juros sobre a dívida continuam entre os riscos citados.

Os números que importam

Indicadores de Magazine Luiza (MGLU3), com o que cada um significa
IndicadorValorO que significa
Preço da açãoR$ 9,50quanto custa um "pedacinho" da empresa hoje
Dividendos (12 meses)1,1%o "aluguel" pago aos sócios no último ano, em % do preço da ação
P/L66,72quantos anos do lucro atual "pagariam" o preço da ação — régua de caro/barato, não garantia
Volatilidade96,1% a.a.o quanto o preço costuma balançar — maior = mais sobe-e-desce no caminho

Pontos fortes e riscos

Pontos fortes
  • A geração operacional ainda foi positiva no último trimestre: EBITDA de R$ 0,68 bilhão e margem EBITDA de 7,6%.
  • A dívida em relação à capacidade de geração de caixa caiu de 1,17 para 1,02 ao longo do período analisado.
Pontos fracos
  • A empresa teve prejuízo de R$ 70 milhões no último trimestre e registrou prejuízo em três dos trimestres listados.
  • A dívida líquida de R$ 3,18 bilhões aumentou 4,9% no período comparado, e os juros equivalem a 215,6% do lucro operacional.
Oportunidades
  • Uma eventual queda dos juros pode aliviar as condições para o varejo e favorecer as ações, embora a taxa pré indicada no dossiê ainda seja de 14,04%.
  • A expectativa de mudanças econômicas após as eleições e o forte interesse recente do mercado podem manter a atenção sobre a ação, sem garantir melhora nos resultados.
Riscos no radar
  • A alta de 64,1% em um mês e o indicador de força em nível extremo (RSI 92) elevam o risco de oscilações e recuos bruscos.
  • A expectativa de grandes oscilações está entre as maiores do último ano (volatilidade implícita no percentil 99,6), enquanto os prejuízos e o peso dos juros seguem elevados.

A ação está cara ou barata?

O preço equivale a 66,72 vezes o lucro por ação (P/L 66,72), enquanto a cotação corresponde a 0,53 do valor contábil por ação (P/VP 0,53); esse desconto em relação ao patrimônio vem acompanhado de retorno sobre o patrimônio de apenas 0,8% (ROE) e margem líquida de 0,2%. O retorno indicado em dividendos é de 1,1% (dividend yield), mas os prejuízos recentes tornam a leitura dos múltiplos menos confiável.

A Magazine Luiza está cara ou barata perto do que ela mesma já custou?

A Magazine Luiza negocia a 38,6 vezes o lucro dos últimos doze meses, no 43º percentil da própria história desde 2020: em 43% dos pregões desse período o P/L esteve abaixo do de hoje, e em 57% esteve acima. O preço da ação vale 0,31 vezes o patrimônio líquido por ação (P/VP), no 1º percentil, contra uma mediana de 1,96 no período. Pela régua de geração de caixa, o EV/EBITDA está em 2,1, 0º percentil, com mediana histórica de 18,7. Um aviso antes de chamar isso de caro: o lucro que serve de denominador está 77% abaixo da mediana de cinco anos da própria empresa — o P/L alto pode ser lucro deprimido, não preço esticado. Múltiplo baixo não é convite nem múltiplo alto é alarme: o percentil só diz onde o preço de hoje se encaixa na própria história.

Quanto a venda coberta de MGLU3 pagou nos últimos 15 anos?

Vender uma opção de compra 5% acima do preço, todo mês, sobre MGLU3 que já se tem na carteira (a chamada venda coberta) rendeu em média 4,96% do preço da ação por ciclo entre 2019 e 2026, em 79 ciclos mensais remontados no histórico da B3; a mediana foi 5,26%. A metade que o prêmio esconde: em 30% dos meses a ação passou do preço combinado e foi exercida, abandonando em média 18,40% de alta acima dele. Somando as duas metades contra só segurar a ação, o saldo médio por ciclo foi de −0,63% e o mediano de 4,31% — −7,6% ao ano pela média. A distância entre os dois é a lição: na maioria dos meses a estratégia soma um pouco, e nos meses de disparada devolve de uma vez o que juntou. A conta usa os prêmios realmente negociados em cada vencimento mensal, com R$ 10 de corretagem por ordem; não é renda garantida e não é sugestão de operação.

Com que frequência MGLU3 caiu mais de 10% em um mês?

Em 183 meses desde maio de 2011, MGLU3 fechou o mês mais de 10% abaixo do anterior 50 vezes — uma a cada 3,7 meses, em média — já contando dividendos e desdobramentos na série. O pior mês foi outubro de 2023, com −37,3%. Depois de uma queda dessas, o preço (com proventos) levou tipicamente 4 meses para voltar ao nível de antes; a recuperação mais longa levou 66 meses, e 19 quedas ainda não tinham sido recuperadas até agosto de 2026. No período, 50% dos meses fecharam em alta. Isso é o passado da ação, não uma previsão: serve para calibrar o susto — quem tem MGLU3 viu, historicamente, um tombo desse tamanho a cada 3,7 meses e um prazo típico até recuperar — e não para dizer o que vem. A série é a de retorno total do COTAHIST da B3, no fechamento do último pregão de cada mês, desde 2011.

Números calculados aqui, a partir do acervo da B3 e da CVM — dados até 2026-08-07. Sem preço-alvo, de propósito.

Por que mexeu nos 5 pregões até 06/10

+43,9% em 5 pregões. Na janela de cerca de cinco pregões, MGLU3 avançou 43,9%. Manchetes associaram altas a expectativas após o primeiro turno e à queda dos juros, mas isso não comprova melhora nos resultados da empresa.

O que saiu na imprensa

Perguntas comuns sobre MGLU3

A Magazine Luiza (MGLU3) paga dividendos?

O dossiê indica dividend yield de 1,1%, uma medida dos dividendos em relação ao preço da ação. Esse indicador não garante pagamentos futuros nem informa, por si só, quando haverá distribuição.

A ação MGLU3 é adequada para quem está começando a investir?

Os dados apontam oscilações fortes: MGLU3 subiu 64,1% em um mês, e a volatilidade anualizada foi de 96,1%. Também há rentabilidade baixa e prejuízo trimestral informado; a adequação depende dos objetivos, do prazo e da tolerância a perdas de cada pessoa.

Por que as ações da Magazine Luiza (MGLU3) subiram tanto recentemente?

As manchetes associaram o movimento a expectativas após o primeiro turno das eleições e à queda dos juros, além de sinais gráficos. Isso descreve temas citados no noticiário, mas não prova que expliquem todo o movimento nem garante que ele continue.

A Magazine Luiza (MGLU3) está dando lucro?

A margem líquida informada é 0,2%, mas a síntese aponta prejuízo de R$ 70 milhões no último trimestre. Os números podem cobrir períodos diferentes, e o dossiê não detalha essa diferença.

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Análise educacional gerada por IA a partir de dados públicos (cotações e histórico da B3, fundamentos públicos e manchetes) — os números têm a data indicada no topo e podem estar defasados. Isto NÃO é recomendação de compra ou venda, análise de valores mobiliários ou consultoria de investimentos (CVM). O InvestSimples não é corretora, não movimenta dinheiro e ninguém aqui ganha quando você opera. Mercado envolve risco; a decisão é sempre sua, na sua corretora.