De onde vêm os números.
Não tem jeito bonito de dizer isto: em investimento, quase todo número que circula por aí veio de dado atrasado, sem custo na conta e sem premissa escrita. Esta página é o oposto — o método inteiro, com os defeitos.
1. Cotação em tempo real, na fonte oficial
Preço, cadeia de opções e volatilidade implícita vêm direto da fonte de mercado da B3 e se atualizam em segundos durante o pregão. Isso não é detalhe técnico: material educacional que roda com cotação atrasada (15 minutos é o padrão de plataforma de curso) está respondendo a uma pergunta de 15 minutos atrás — e em opções, 15 minutos é uma vida.
E quando a fonte falha? A gente mostra que falhou. Todo dado carrega a hora em que chegou; passou de 20 minutos, ele esmaece na tela com o horário no tooltip. Dado velho nunca se passa por vivo aqui — essa regra nasceu de um erro nosso, num dia de choque no petróleo em que uma fonte devolveu erro em silêncio e a fita ficou parada.
2. Quinze anos de opções REAIS da B3
Praticamente todo simulador de opções do Brasil só sabe o agora: monta a estrutura com a cadeia de hoje e para aí. Com o histórico oficial da B3 (arquivos COTAHIST, importados e higienizados aqui), a gente responde a pergunta que importa de verdade: “e nas últimas 170 vezes que esse mês aconteceu, quanto essa montagem deu?” Essa mesma base virou pesquisa pública: 15 anos de opções da B3, medidos — 6,2 milhões de linhas, metodologia aberta e três coisas que a gente achava verdade e não eram.
Detalhes que mudam o resultado e que a gente trata um por um: strike reajustado quando a empresa paga provento, split e grupamento na perna da ação, dividendo entrando como caixa de quem tinha o papel, e o vencimento mensal de verdade — inclusive nos meses em que feriado empurrou a data.
3. Custo sempre dentro da conta
Resultado sem custo é vitrine. Aqui toda conta executa do lado certo do book: quem compra paga o preço de venda (ask), quem vende recebe o preço de compra (bid), mais R$ 10 por ordem de corretagem. Nada de “meio do book” fingindo que existe alguém do outro lado.
E o custo aparece nu: quando a corretagem come parte relevante do resultado — o que acontece em estrutura de muitas pernas com lote pequeno — a gente mostra o número com e sem ela, lado a lado, pra você ver o tamanho do pedágio antes de montar.
4. Probabilidade com a premissa à mostra
Probabilidade sem premissa é chute com casa decimal. Então, em vez de um número mágico, cada estrutura recebe quatro estimativas independentes: a que o prêmio embute (lognormal com a volatilidade do book), a simulação que usa a assimetria e as caudas que o mercado está precificando, a frequência histórica real nos vencimentos desde 2011, e o viés que os nossos indicadores enxergam hoje — este último rotulado como o mais frágil dos quatro, porque é.
Quando os quatro convergem, é sinal. Quando divergem, a divergência é o recado — e você vê as duas leituras em vez de uma média confortável. Todas as premissas de cada número ficam abertas na própria tela.
5. A nota da IA: o que ela é, e o que ela não é
No topo de cada página de empresa tem um número de 0 a 100 com o rótulo nota da IA. Ele estava lá sem explicação em lugar nenhum, e um número sozinho numa página sobre dinheiro é exatamente o que esta página existe pra combater. Então: a nota não é uma fórmula com pesos. É a leitura do Simão sobre o momento do papel, resumida num número.
Como ela nasce: a plataforma monta um dossiê da empresa e entrega pro Simão. Nesse dossiê vão os técnicos calculados aqui (preço, RSI de 14 dias, retorno de 1 semana, 1 e 3 meses, volatilidade de 21 dias anualizada, distância das máximas e mínimas de 52 semanas, volatilidade implícita e o percentil dela no ano), os fundamentos públicos, a trajetória de 8 trimestres do balanço entregue à CVM, as manchetes recentes e o contexto macro do dia (fluxo estrangeiro, VIX, juro pré). O Simão devolve uma leitura de −100 a +100; a nota que você vê é essa leitura convertida pra escala de 0 a 100. Metade da régua, 50, é o neutro.
O que isso significa na prática, sem eufemismo:
- Não é nota de qualidade da empresa. Uma empresa excelente atravessando um trimestre ruim tira nota baixa; uma empresa medíocre em semana de alta tira nota alta. É retrato de momento, não julgamento de negócio.
- Não é recomendação, nem previsão. Nota alta não é “compre” e nota baixa não é “venda” — a plataforma não diz o que fazer, e isso não muda por causa de um número.
- Não é um cálculo determinístico. Dois dossiês parecidos podem render notas diferentes, porque quem sintetiza é um modelo de linguagem lendo o conjunto, não uma planilha somando pesos. É por isso que o rótulo ao lado (de forte baixa a forte alta) importa mais que o dígito.
- Ela envelhece. A data dos dados está no topo da página. Se ela tem uma semana, a nota tem uma semana.
Por que manter um número, então? Porque ele ordena a leitura — dá pra bater o olho e saber se o texto abaixo vai falar de um momento bom ou ruim. O que ele nunca deve fazer é substituir o texto abaixo.
6. A gente não tem lado próprio
Não somos corretora e não movimentamos o seu dinheiro. Não recebemos comissão, corretagem, rebate de spread nem nada que dependa de você operar mais. A execução acontece na sua corretora, e a nossa receita é uma só: a assinatura de quem escolhe o plano pago. Se a plataforma te fizer operar menos, ela continua ganhando igual.
7. E o que a gente não faz
- Não dizemos o que comprar ou vender: nem no chat, nem por e-mail, nem em canal nenhum. Você descreve a estratégia, a plataforma traduz, testa e mostra — a decisão nunca sai das suas mãos.
- Não prometemos retorno, não publicamos “resultado do mês” e não escondemos os anos ruins: o drawdown aparece com o mesmo destaque do lucro.
- Não gamificamos operação. Sequência de estudo, sim; sequência de trade, jamais — essa é a mecânica da casa de aposta, e é justamente o que a gente critica.
- Não vendemos seus dados. Sua carteira e suas posições só você vê.
As fontes, com link
Citar fonte sem link é pedir confiança; com link é oferecer conferência. Todas as bases desta casa são públicas — vá conferir:
- Histórico de negociação da B3 — as séries históricas COTAHIST, de 2011 até hoje, incluindo o mercado de opções com strike, vencimento e prêmio por dia.
- Fundamentos trimestrais — os formulários ITR e DFP entregues por cada empresa no portal de dados abertos da CVM. É de lá que sai a trajetória de 8 trimestres de receita, lucro, EBITDA e dívida.
- Poupança, CDI e juros — o Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central (SGS). A poupança é a série 196 e o CDI a série 12; as taxas médias de crédito usadas no Sair do vermelho vêm das séries de crédito à pessoa física.
- Onde suas ações ficam — a custódia é registrada no seu CPF na B3, e dá pra conferir sozinho na Área do Investidor. Não precisa acreditar na gente nem na sua corretora.
Cotação em tempo real e cadeia de opções vêm de fonte profissional de mercado, com contrato — essa é a única que não dá pra abrir num link público.
Quer conferir na prática?
Todos os números desta página estão a um clique: monte uma estrutura com a cadeia real e veja a probabilidade histórica, as premissas e o custo aparecerem juntos.
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O InvestSimples é uma plataforma educacional: não é corretora, não movimenta dinheiro e não faz recomendação de investimento (CVM). Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura; operações com opções envolvem risco de perda total do capital. Os números de acervo desta página descrevem a base histórica em uso e crescem a cada pregão.