De onde vêm os números.

Não tem jeito bonito de dizer isto: em investimento, quase todo número que circula por aí veio de dado atrasado, sem custo na conta e sem premissa escrita. Esta página é o oposto — o método inteiro, com os defeitos.

1. Cotação em tempo real, na fonte oficial

Preço, cadeia de opções e volatilidade implícita vêm direto da fonte de mercado da B3 e se atualizam em segundos durante o pregão. Isso não é detalhe técnico: material educacional que roda com cotação atrasada (15 minutos é o padrão de plataforma de curso) está respondendo a uma pergunta de 15 minutos atrás — e em opções, 15 minutos é uma vida.

E quando a fonte falha? A gente mostra que falhou. Todo dado carrega a hora em que chegou; passou de 20 minutos, ele esmaece na tela com o horário no tooltip. Dado velho nunca se passa por vivo aqui — essa regra nasceu de um erro nosso, num dia de choque no petróleo em que uma fonte devolveu erro em silêncio e a fita ficou parada.

2. Quinze anos de opções REAIS da B3

6,2 miregistros diários de séries de opções (prêmio, strike, book de fechamento) desde 2011
19ativos com histórico de opções importado
2011início da série diária de preços e de IV no dinheiro

Praticamente todo simulador de opções do Brasil só sabe o agora: monta a estrutura com a cadeia de hoje e para aí. Com o histórico oficial da B3 (arquivos COTAHIST, importados e higienizados aqui), a gente responde a pergunta que importa de verdade: “e nas últimas 170 vezes que esse mês aconteceu, quanto essa montagem deu?” Essa mesma base virou pesquisa pública: 15 anos de opções da B3, medidos — 6,2 milhões de linhas, metodologia aberta e três coisas que a gente achava verdade e não eram.

Detalhes que mudam o resultado e que a gente trata um por um: strike reajustado quando a empresa paga provento, split e grupamento na perna da ação, dividendo entrando como caixa de quem tinha o papel, e o vencimento mensal de verdade — inclusive nos meses em que feriado empurrou a data.

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3. Custo sempre dentro da conta

Resultado sem custo é vitrine. Aqui toda conta executa do lado certo do book: quem compra paga o preço de venda (ask), quem vende recebe o preço de compra (bid), mais R$ 10 por ordem de corretagem. Nada de “meio do book” fingindo que existe alguém do outro lado.

E o custo aparece nu: quando a corretagem come parte relevante do resultado — o que acontece em estrutura de muitas pernas com lote pequeno — a gente mostra o número com e sem ela, lado a lado, pra você ver o tamanho do pedágio antes de montar.

4. Probabilidade com a premissa à mostra

Probabilidade sem premissa é chute com casa decimal. Então, em vez de um número mágico, cada estrutura recebe quatro estimativas independentes: a que o prêmio embute (lognormal com a volatilidade do book), a simulação que usa a assimetria e as caudas que o mercado está precificando, a frequência histórica real nos vencimentos desde 2011, e o viés que os nossos indicadores enxergam hoje — este último rotulado como o mais frágil dos quatro, porque é.

Quando os quatro convergem, é sinal. Quando divergem, a divergência é o recado — e você vê as duas leituras em vez de uma média confortável. Todas as premissas de cada número ficam abertas na própria tela.

5. A nota da IA: o que ela é, e o que ela não é

No topo de cada página de empresa tem um número de 0 a 100 com o rótulo nota da IA. Ele estava lá sem explicação em lugar nenhum, e um número sozinho numa página sobre dinheiro é exatamente o que esta página existe pra combater. Então: a nota não é uma fórmula com pesos. É a leitura do Simão sobre o momento do papel, resumida num número.

Como ela nasce: a plataforma monta um dossiê da empresa e entrega pro Simão. Nesse dossiê vão os técnicos calculados aqui (preço, RSI de 14 dias, retorno de 1 semana, 1 e 3 meses, volatilidade de 21 dias anualizada, distância das máximas e mínimas de 52 semanas, volatilidade implícita e o percentil dela no ano), os fundamentos públicos, a trajetória de 8 trimestres do balanço entregue à CVM, as manchetes recentes e o contexto macro do dia (fluxo estrangeiro, VIX, juro pré). O Simão devolve uma leitura de −100 a +100; a nota que você vê é essa leitura convertida pra escala de 0 a 100. Metade da régua, 50, é o neutro.

O que isso significa na prática, sem eufemismo:

Por que manter um número, então? Porque ele ordena a leitura — dá pra bater o olho e saber se o texto abaixo vai falar de um momento bom ou ruim. O que ele nunca deve fazer é substituir o texto abaixo.

6. A gente não tem lado próprio

Não somos corretora e não movimentamos o seu dinheiro. Não recebemos comissão, corretagem, rebate de spread nem nada que dependa de você operar mais. A execução acontece na sua corretora, e a nossa receita é uma só: a assinatura de quem escolhe o plano pago. Se a plataforma te fizer operar menos, ela continua ganhando igual.

7. E o que a gente não faz

As fontes, com link

Citar fonte sem link é pedir confiança; com link é oferecer conferência. Todas as bases desta casa são públicas — vá conferir:

Cotação em tempo real e cadeia de opções vêm de fonte profissional de mercado, com contrato — essa é a única que não dá pra abrir num link público.

Quer conferir na prática?

Todos os números desta página estão a um clique: monte uma estrutura com a cadeia real e veja a probabilidade histórica, as premissas e o custo aparecerem juntos.

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O InvestSimples é uma plataforma educacional: não é corretora, não movimenta dinheiro e não faz recomendação de investimento (CVM). Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura; operações com opções envolvem risco de perda total do capital. Os números de acervo desta página descrevem a base histórica em uso e crescem a cada pregão.