Ações explicadas · Azzas 2154 (AZZA3) · dados de 1 de setembro de 2026

Azzas 2154 (AZZA3) vale a pena?

semana+2,1%
1 mês-9,6%
3 meses-14,6%

A ação da Azzas (AZZA3) está mais de 50% abaixo do topo do último ano e parece barata frente ao patrimônio, mas os balanços mostram o motivo: lucro em forte queda, dívida crescendo e troca de executivos abalando o mercado.

O que a Azzas 2154 faz

A Azzas 2154 é o grupo que reúne marcas de moda e calçados que você conhece: Arezzo, Reserva, Farm e Hering, entre outras. Ela nasceu da fusão da Arezzo com o Grupo Soma.

A leitura da IA

O preço

O preço está a R$ 14,86, cerca de 2% acima do fundo dos últimos 12 meses. Também está 53% abaixo do topo do mesmo período. Nos últimos três meses, caiu quase 15%. O RSI, indicador que mede se a força vendedora está esgotada, está em 31 — perto da zona de exaustão.

Os fundamentos

Os fundamentos explicam o preço baixo. A ação vale menos da metade do patrimônio contábil (P/VP 0,38), o que parece descontado. Mas o lucro do trimestre desabou 62,5%, e a dívida líquida subiu para R$ 2,13 bilhões. Os dividendos passados renderam 16,7% ao ano, porém dependem de um lucro que encolheu.

As notícias

O noticiário está negativo. Executivos importantes deixaram a empresa, e a ação chegou a cair 10%. O próprio CEO admitiu que o resultado atual é um sacrifício e que ainda falta convencer o mercado. Há também sinais operacionais melhores, como a maior taxa média de aluguel de lojas em seis anos.

Os números que importam

Indicadores de Azzas 2154 (AZZA3), com o que cada um significa
IndicadorValorO que significa
Preço da açãoR$ 14,86quanto custa um "pedacinho" da empresa hoje
Dividendos (12 meses)16,7%o "aluguel" pago aos sócios no último ano, em % do preço da ação
P/L9,47quantos anos do lucro atual "pagariam" o preço da ação — régua de caro/barato, não garantia
Volatilidade35,1% a.a.o quanto o preço costuma balançar — maior = mais sobe-e-desce no caminho

Pontos fortes e riscos

Pontos fortes
  • Ação sendo negociada por menos da metade do valor contábil dos seus bens (P/VP 0,38), o que pode indicar preço descontado
  • Empresa ainda distribui bastante do lucro em dividendos (retorno em proventos de 16,7% ao ano, dividend yield)
  • Dívida vem sendo reduzida em relação ao tamanho do negócio (alavancagem caiu de 1,6 para 1,46 vez o EBITDA)
  • Receita cresceu forte nos últimos 5 anos (média de 37,5% ao ano) e teve leve alta na série recente (+4,6%)
Pontos fracos
  • Lucro do último trimestre desabou — apenas R$ 0,03 bi, queda de 94,5% contra o mesmo trimestre do ano anterior
  • Os juros da dívida já comem quase tudo: consomem 247% do lucro operacional do trimestre, ou seja, mais do que a empresa gera operando
  • Margem de lucro muito magra: sobram só 2,9% de cada real vendido (margem líquida)
  • Rentabilidade do patrimônio baixa (ROE 4,0%), a empresa lucra pouco sobre o próprio capital
  • Dívida líquida cresceu 26% na série, para R$ 2,13 bi, e a empresa não tem caixa de sobra
Oportunidades
  • Preço bem abaixo do topo recente (-53,2%) pode atrair quem aposta em recuperação, com força vendedora já esgotada (RSI 31)
  • CEO afirma que o sacrifício no resultado atual é aposta de longo prazo, sinalizando plano de virada
  • Maior taxa média de aluguel de lojas em 6 anos, indicando possível melhora operacional futura
Riscos no radar
  • Saída de executivos importantes derrubou a ação 10% e sinaliza instabilidade na gestão
  • Juros altos no Brasil (taxa pré em 14,36%) pressionam ainda mais uma empresa endividada
  • Receita caiu 8,2% frente ao mesmo trimestre do ano anterior, mostrando dificuldade em vender mais
  • Um trimestre com prejuízo na série (2024T4) mostra que a lucratividade é frágil

A ação está cara ou barata?

Os múltiplos parecem baratos à primeira vista — a ação vale menos de metade do patrimônio contábil (P/VP 0,38) e o lucro anual está a cerca de 9,5 vezes o preço (P/L 9,47) — mas isso reflete um lucro que já quase sumiu no trimestre mais recente, então o barato pode ser uma armadilha se o resultado não melhorar. O retorno em dividendos parece alto (16,7%), porém depende de lucros que despencaram.

Por que mexeu nos 5 pregões até 01/09

+2,1% em 5 pregões. Na semana, a ação subiu cerca de 2,1%, um respiro depois de meses de queda. Não há um motivo claro no noticiário recente para essa alta — parece oscilação normal do papel após ter caído muito.

O que saiu na imprensa

Perguntas comuns sobre AZZA3

A Azzas 2154 (AZZA3) é a dona da Arezzo e da Farm?

Sim. A Azzas 2154 nasceu da fusão da Arezzo com o Grupo Soma, reunindo marcas como Arezzo, Reserva, Farm e Hering num mesmo grupo. Por isso o desempenho da ação reflete o conjunto dessas marcas, não uma só.

Por que a ação da Azzas (AZZA3) está tão barata frente ao patrimônio?

A ação está sendo negociada por menos da metade do valor contábil dos bens da empresa (P/VP 0,38). Isso costuma refletir problemas nos resultados: aqui, o lucro do trimestre caiu 62,5% e a dívida cresceu. Preço baixo nem sempre significa oportunidade — pode indicar riscos que o mercado enxerga.

A Azzas 2154 (AZZA3) paga bons dividendos?

Segundo o dossiê, o retorno em dividendos dos últimos 12 meses foi de 16,7% ao ano — a fatia do lucro distribuída aos sócios. Mas esse número olha para trás e depende de lucros que despencaram no trimestre recente. Dividendos futuros não estão garantidos.

Por que a ação da Azzas (AZZA3) caiu tanto nos últimos meses?

O preço caiu quase 15% em três meses. O noticiário aponta lucro em forte queda, dívida crescendo e a saída de executivos importantes, o que gerou desconfiança sobre a gestão. São fatores citados nos balanços e manchetes, não previsões de futuro.

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