Ações explicadas · Ultrapar (UGPA3) · dados de 8 de setembro de 2026

Ultrapar (UGPA3) vale a pena?

semana+7,5%
1 mês+23,2%
3 meses+54,4%

A Ultrapar (UGPA3) vem de uma sequência forte de alta e negocia na maior cotação do último ano, com lucro em recuperação e distribuição recente de dividendos. Mas o papel subiu muito rápido, o que costuma vir seguido de ajustes.

O que a Ultrapar faz

A Ultrapar é a dona da rede de postos Ipiranga, aqueles que você abastece na estrada, e também atua na distribuição de gás de cozinha (Ultragaz) e em serviços de armazenagem.

A leitura da IA

O preço

O preço vem em disparada. A ação subiu 54,4% em três meses e 23,2% só no último mês. Ela está na máxima de 52 semanas, ou seja, no ponto mais alto de um ano. Isso significa que não está longe de nenhum topo recente.

Os fundamentos

Um indicador de força, o RSI, está em 88. Acima de 70 já é considerado 'esticado', sinal de que subiu forte demais em pouco tempo. Do lado das contas, o lucro do trimestre mais recente cresceu 45,8% (R$ 1,68 bilhão) e a dívida caiu. Os dividendos, parte do lucro paga aos sócios, rendem 5,3% ao ano.

As notícias

As notícias recentes são positivas: aprovação de R$ 1 bilhão em dividendos e renovação de máximas. Mas o histórico mostra sustos. Em março de 2026, o lucro havia caído 71% num trimestre. Também houve questionamento sobre um balanço, o que derrubou a ação. O setor de combustíveis oscila com preços internacionais.

Os números que importam

Indicadores de Ultrapar (UGPA3), com o que cada um significa
IndicadorValorO que significa
Preço da açãoR$ 37,42quanto custa um "pedacinho" da empresa hoje
Dividendos (12 meses)5,3%o "aluguel" pago aos sócios no último ano, em % do preço da ação
P/L12,08quantos anos do lucro atual "pagariam" o preço da ação — régua de caro/barato, não garantia
Volatilidade31,6% a.a.o quanto o preço costuma balançar — maior = mais sobe-e-desce no caminho

Pontos fortes e riscos

Pontos fortes
  • Lucro do trimestre mais recente cresceu 45,8% frente ao mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 1,68 bilhão, e mais que dobrou (140,1%) ao longo dos 8 trimestres
  • Empresa reduziu bastante o endividamento: a dívida em relação ao caixa gerado caiu de 1,93 para 1,12 vez, e a dívida líquida diminuiu 7,1% no período
  • Distribui dividendos generosos (retorno de 5,3% ao ano só em proventos) e acaba de aprovar R$ 1 bilhão em pagamentos
  • Boa rentabilidade sobre o capital dos donos (ROE 19,3%)
Pontos fracos
  • Margem de lucro apertada: sobra apenas R$ 2,40 de cada R$ 100 vendidos (margem líquida 2,4%), típico do setor de combustíveis
  • Ainda tem dívida líquida de R$ 10,31 bilhões e não tem caixa sobrando, com juros consumindo 24,3% do resultado operacional
  • Crescimento da receita nos últimos 5 anos foi fraco (4,3%)
  • Preço já embute otimismo: paga-se 2,33 vezes o valor patrimonial (P/VP)
Oportunidades
  • Continuidade da queda de juros pode aliviar ainda mais o custo da dívida da empresa
  • Redução da taxa de juros futura (para 14,19%) e fluxo estrangeiro positivo favorecem a bolsa
  • Corretora Safra elevou a recomendação para o papel
Riscos no radar
  • Ação muito esticada no curto prazo (força compradora em RSI 88 e alta de 54,4% em 3 meses) aumenta o risco de correção
  • Histórico recente volátil: notícias apontam que o lucro caiu 71% no 4T25 e houve questionamento sobre balanço 'inflado' que derrubou a ação
  • Setor de combustíveis é sensível a preços internacionais e política de preços
  • O mercado está pagando um pouco mais caro por proteção contra alta do que contra queda (skew -0,372)

A ação está cara ou barata?

A ação é negociada a 12,08 vezes o lucro anual (P/L) e a 2,33 vezes o valor patrimonial (P/VP), múltiplos que não estão baratos e já refletem parte da melhora recente. O retorno em dividendos é atrativo (5,3% ao ano), sustentado pela recuperação do lucro vista no balanço.

Por que mexeu nos 5 pregões até 08/09

+7,5% em 5 pregões. Na semana a ação subiu 7,5%, em linha com o noticiário: houve renovação de máximas de 52 semanas e a aprovação de R$ 1 bilhão em dividendos apareceu nas manchetes recentes. É um movimento com respaldo nas notícias, ainda que o papel já esteja bastante esticado.

O que saiu na imprensa

Perguntas comuns sobre UGPA3

A Ultrapar (UGPA3) paga dividendos?

Sim. Segundo o dossiê, o retorno em dividendos é de 5,3% ao ano, e o conselho aprovou recentemente R$ 1 bilhão em pagamentos. Dividendos são a parte do lucro distribuída aos sócios. Vale lembrar que o valor pago pode variar conforme o lucro de cada período.

Por que a ação da Ultrapar (UGPA3) subiu tanto nos últimos meses?

O dossiê mostra alta de 54,4% em três meses, acompanhada de lucro em recuperação e queda no endividamento da empresa. Notícias recentes também citam dividendos aprovados e elevação de recomendação por uma corretora. Ainda assim, altas fortes e rápidas costumam ser seguidas de ajustes de preço.

A Ultrapar (UGPA3) está cara ou barata?

Os múltiplos indicam que não está barata. Ela negocia a 12,08 vezes o lucro anual (P/L) e a 2,33 vezes o valor patrimonial (P/VP, quanto se paga em relação ao patrimônio da empresa). Esses números já embutem parte da melhora recente. Caro ou barato depende do que você espera do futuro da empresa.

O que é a Ultrapar (UGPA3) e o que ela tem a ver com o Ipiranga?

A Ultrapar é a holding, empresa que controla outras, dona da rede de postos Ipiranga. Ela também controla a Ultragaz (gás de cozinha) e negócios de armazenagem. Quando você compra UGPA3, vira sócio desse conjunto de negócios.

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Análise educacional gerada por IA a partir de dados públicos (cotações e histórico da B3, fundamentos públicos e manchetes) — os números têm a data indicada no topo e podem estar defasados. Isto NÃO é recomendação de compra ou venda, análise de valores mobiliários ou consultoria de investimentos (CVM). O InvestSimples não é corretora, não movimenta dinheiro e ninguém aqui ganha quando você opera. Mercado envolve risco; a decisão é sempre sua, na sua corretora.