Ações explicadas · Cyrela (CYRE3) · dados de 8 de setembro de 2026

Cyrela (CYRE3) vale a pena?

semana+5,4%
1 mês+18,1%
3 meses+26,7%

A ação da Cyrela (CYRE3) subiu forte nos últimos meses e negocia com múltiplos considerados baratos, mas o balanço mostra um sinal amarelo: a dívida quase dobrou e o lucro de um trimestre recente recuou.

O que a Cyrela faz

A Cyrela é uma das maiores construtoras e incorporadoras do Brasil. Ela projeta, constrói e vende apartamentos e empreendimentos residenciais, especialmente para as classes média e alta nas grandes cidades.

A leitura da IA

O preço

O preço vem em alta forte. Subiu 18,1% no último mês e 26,7% em três meses. Mesmo assim, a ação está 22,2% abaixo do seu topo dos últimos 12 meses, e 29,1% acima do fundo do mesmo período.

Os fundamentos

Um indicador chamado RSI está em 78. Acima de 70 costuma indicar que o papel subiu rápido demais, ficando 'esticado'. Isso não prevê queda, mas sugere menos fôlego no curto prazo. A ação balança bastante: a volatilidade anual é de 41,4%.

As notícias

Os fundamentos têm dois lados. A empresa está barata frente ao lucro (P/L 5,69, ou seja, paga-se 5,7 vezes o lucro de um ano) e paga bons dividendos (9,0% ao ano). Mas as notícias apontam risco: a dívida quase dobrou e um trimestre teve queda de lucro de 43,5%, com menos empreendimentos lançados.

Os números que importam

Indicadores de Cyrela (CYRE3), com o que cada um significa
IndicadorValorO que significa
Preço da açãoR$ 25,60quanto custa um "pedacinho" da empresa hoje
Dividendos (12 meses)9,0%o "aluguel" pago aos sócios no último ano, em % do preço da ação
P/L5,69quantos anos do lucro atual "pagariam" o preço da ação — régua de caro/barato, não garantia
Volatilidade41,4% a.a.o quanto o preço costuma balançar — maior = mais sobe-e-desce no caminho

Pontos fortes e riscos

Pontos fortes
  • Ação barata frente ao lucro: paga-se cerca de 5,7 vezes o lucro anual (P/L 5,69) e apenas 1,04 vez o valor patrimonial (P/VP)
  • Boa remuneração ao acionista: dividendos de 9,0% ao ano (DY) e bom retorno sobre o capital dos donos (ROE 18,3%)
  • Vendas em crescimento: a receita subiu 22,2% ao longo da trajetória e 17,7% contra o mesmo trimestre do ano anterior
  • Endividamento ainda controlado em relação ao patrimônio (dívida líquida sobre patrimônio 0,43)
Pontos fracos
  • Balanço 'piorando com ressalva': lucro do último trimestre caiu 4,1% frente ao início da série apesar da receita crescer
  • Dívida líquida quase dobrou (+97,9%), chegando a R$ 4,8 bi, e a alavancagem subiu de 1,38 para 1,91
  • Juros consomem parcela alta do resultado operacional (52,2%), pressionando o lucro final
  • Margem operacional (EBITDA 22%) recuou 8,1% na trajetória, sinal de eficiência menor
Oportunidades
  • Recompra de até 14,5 milhões de ações anunciada pode sustentar a cotação
  • Juros futuros começando a ceder levemente (14,19%, -0,8 bps) tende a favorecer o setor imobiliário
  • Fluxo estrangeiro positivo na bolsa (R$ 556 mi em 5 dias) e ambiente externo calmo (VIX 15,89)
Riscos no radar
  • Juros ainda muito altos (14,19%) encarecem financiamento imobiliário e o custo da dívida da empresa
  • Notícia de queda de lucro de 43,5% em um trimestre e desistência da TRX em venda bilionária de ativos geram incerteza
  • Ação sobrecomprada (RSI 78) e volatilidade elevada (41,4% ao ano) aumentam risco de correção de curto prazo
  • Menos empreendimentos lançados pode reduzir receita futura

A ação está cara ou barata?

Os múltiplos são convidativos: paga-se cerca de 5,7 vezes o lucro anual (P/L 5,69) e apenas 1,04 vez o valor de livro (P/VP), com bom retorno sobre o capital próprio (ROE 18,3%) e dividendos de 9,0%. Porém esses números refletem o passado; a trajetória oficial mostra dívida em forte alta e lucro trimestral em queda, o que justifica cautela apesar do preço aparentemente barato.

Por que mexeu nos 5 pregões até 08/09

+5,4% em 5 pregões. Nos últimos cinco pregões a ação subiu 5,4%, acompanhando a alta forte do último mês. O noticiário do período é misto (projeções otimistas de analistas, mas também queda de lucro em um trimestre), sem um gatilho único que explique o movimento da semana.

O que saiu na imprensa

Perguntas comuns sobre CYRE3

A Cyrela (CYRE3) paga dividendos?

Sim. Segundo o dossiê, a Cyrela tem um dividend yield (dividendo dividido pelo preço da ação) de 9,0% ao ano, considerado generoso. Vale lembrar que dividendos passados não garantem os futuros, pois dependem do lucro e das decisões da empresa.

Por que a ação da Cyrela (CYRE3) subiu tanto nos últimos meses?

O dossiê mostra alta de 26,7% em três meses, mas não aponta um único motivo. Notícias citam múltiplos baratos, projeções otimistas de analistas e uma recompra de ações anunciada. Ao mesmo tempo, há sinais de dívida em alta, então o cenário é misto.

A dívida da Cyrela (CYRE3) é um problema?

O dossiê mostra que a dívida líquida quase dobrou (+97,9%), chegando a R$ 4,8 bilhões. Em relação ao patrimônio, o indicador (0,43) ainda é considerado controlado. Mas os juros já consomem 52,2% do resultado operacional, o que pressiona o lucro final.

A Cyrela (CYRE3) é boa para quem está começando a investir?

Isso depende dos seus objetivos e da sua tolerância a risco. Os dados mostram uma empresa com dividendos atrativos e preço barato, mas com dívida crescente e ação muito volátil (balança 41,4% ao ano). Não é uma resposta de sim ou não — é preciso entender esses prós e contras antes de decidir.

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Análise educacional gerada por IA a partir de dados públicos (cotações e histórico da B3, fundamentos públicos e manchetes) — os números têm a data indicada no topo e podem estar defasados. Isto NÃO é recomendação de compra ou venda, análise de valores mobiliários ou consultoria de investimentos (CVM). O InvestSimples não é corretora, não movimenta dinheiro e ninguém aqui ganha quando você opera. Mercado envolve risco; a decisão é sempre sua, na sua corretora.