Ações explicadas · Suzano (SUZB3) · dados de 7 de setembro de 2026

Suzano (SUZB3) vale a pena?

semana+2,0%
1 mês+11,7%
3 meses+11,5%

A ação subiu forte no último mês e parece barata frente ao lucro, mas os balanços mostram lucro caindo 64% no ano e uma dívida enorme que consome 61% do que a empresa ganha operando.

O que a Suzano faz

A Suzano é a maior produtora de celulose do mundo, a matéria-prima do papel. Ela transforma florestas de eucalipto em papel higiênico, embalagens e nas fibras que viram folhas de caderno.

A leitura da IA

O preço

No preço, o papel vem de alta. Subiu cerca de 11,7% no último mês e 11,5% em três meses. Mesmo assim, ainda está 20,8% abaixo do topo dos últimos 12 meses e 17,8% acima do fundo do mesmo período.

Os fundamentos

Um alerta técnico: o RSI, indicador que mede se a ação subiu rápido demais, está em 85. Acima de 70 já é considerado 'sobrecompra' — esticado no curtíssimo prazo. Isso não prevê queda, mas mostra que o movimento foi forte e rápido.

As notícias

Nos fundamentos, o quadro é misto. A ação parece barata: paga-se cerca de 7 anos de lucro atual (P/L 7,26). Mas esse lucro caiu 64% contra o ano passado, e a dívida chega a R$ 66,4 bilhões. A empresa não paga dividendos (DY 0,0%). As notícias reforçam a queda do lucro e dúvidas sobre a compra de um porto elevar ainda mais a dívida.

Os números que importam

Indicadores de Suzano (SUZB3), com o que cada um significa
IndicadorValorO que significa
Preço da açãoR$ 46,74quanto custa um "pedacinho" da empresa hoje
Dividendos (12 meses)0,0%o "aluguel" pago aos sócios no último ano, em % do preço da ação
P/L7,26quantos anos do lucro atual "pagariam" o preço da ação — régua de caro/barato, não garantia
Volatilidade29,1% a.a.o quanto o preço costuma balançar — maior = mais sobe-e-desce no caminho

Pontos fortes e riscos

Pontos fortes
  • Ganha muito em cada venda: mais da metade do que fatura vira caixa operacional (margem EBITDA de 51,3% no último trimestre)
  • A ação está com preço baixo frente ao lucro que gera (P/L de 7,26) e perto do valor contábil (P/VP 1,19)
  • Retorno sobre o capital dos donos ainda razoável (ROE 16,4%)
  • Custo de proteção contra queda está barato historicamente (percentil 3 no ano), sinal de pouco medo no curto prazo
Pontos fracos
  • Lucro despencando: caiu 64% contra o mesmo trimestre do ano passado e 44% desde o início da série de balanços
  • Receita encolhendo (-12,8% na comparação anual)
  • Dívida enorme de R$ 66,4 bilhões, sem caixa líquido, e 61% do lucro operacional é consumido só pagando juros
  • Não paga dividendos (DY 0,0%), então não há renda para o acionista enquanto o lucro cai
Oportunidades
  • Ciclo da celulose pode virar: preço da commodity é o principal motor do resultado
  • Entrada em 10% de porto estratégico no Espírito Santo pode reduzir custos logísticos no longo prazo
  • Fluxo de dinheiro estrangeiro positivo na bolsa (R$ 556 mi em 5 dias) favorece as grandes ações
  • Inclusão em novo índice do agronegócio da B3 amplia visibilidade e demanda por papéis
Riscos no radar
  • Novos investimentos, como a compra do porto, podem aumentar ainda mais a dívida já elevada
  • Preço da celulose e câmbio fraco continuam pressionando receita e lucro
  • Ação já subiu forte e está muito esticada no curtíssimo prazo (indicador de força em 85, sobrecompra extrema), risco de correção
  • Juros altos no Brasil (pré em 14,19%) encarecem o custo de rolar a dívida

A ação está cara ou barata?

Pelos múltiplos, a ação parece barata: paga-se cerca de 7 anos de lucro atual (P/L 7,26) e pouco acima do valor de livros (P/VP 1,19), com retorno sobre patrimônio de 16,4%. Mas esse lucro está caindo rápido, então o P/L 'barato' pode enganar — se o lucro continuar recuando, o múltiplo real fica menos atrativo. Não distribui dividendos (DY 0,0%).

Por que mexeu nos 5 pregões até 07/09

+2,0% em 5 pregões. Na semana, o papel subiu cerca de 2%, seguindo a alta que já vinha do mês. As manchetes trazem a compra de 10% de um porto no Espírito Santo e a inclusão em um novo índice do agronegócio da B3, mas nada aponta um gatilho único para o movimento — oscilação dentro do que o papel costuma variar.

O que saiu na imprensa

Perguntas comuns sobre SUZB3

A Suzano (SUZB3) paga dividendos?

Segundo o dossiê, o rendimento em dividendos (DY) está em 0,0% — ou seja, não há distribuição de lucro aos acionistas no período medido. Empresas em fase de forte investimento e endividamento costumam segurar o caixa. Quem busca renda periódica precisa considerar isso.

Por que o lucro da Suzano (SUZB3) caiu tanto?

As manchetes e o balanço mostram lucro de R$ 1,8 bilhão no último trimestre, uma queda de 64% na comparação anual. Pesam a receita menor (-12,8% no ano) e os juros da dívida, que consomem 61% do lucro operacional. O preço da celulose e o câmbio são os principais motores do resultado.

A ação da Suzano (SUZB3) está cara ou barata?

Pelos múltiplos, ela parece barata: P/L de 7,26 (anos de lucro pra 'pagar' o preço) e P/VP de 1,19 (pouco acima do valor contábil). Mas atenção: o lucro está caindo, então esse P/L 'barato' pode enganar. Se o lucro seguir recuando, o número real fica menos atrativo.

A Suzano (SUZB3) tem muita dívida?

Sim, o dossiê aponta dívida líquida de R$ 66,4 bilhões e um indicador de endividamento (dívida líquida sobre patrimônio) de 1,34 — acima de 1, o que é considerado alto. Mais de 60% do lucro operacional vai só para pagar juros, e a compra recente de um porto levanta dúvidas sobre novos aumentos.

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Análise educacional gerada por IA a partir de dados públicos (cotações e histórico da B3, fundamentos públicos e manchetes) — os números têm a data indicada no topo e podem estar defasados. Isto NÃO é recomendação de compra ou venda, análise de valores mobiliários ou consultoria de investimentos (CVM). O InvestSimples não é corretora, não movimenta dinheiro e ninguém aqui ganha quando você opera. Mercado envolve risco; a decisão é sempre sua, na sua corretora.