O que é o FGC?
FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é a rede de proteção da renda fixa bancária brasileira: se o banco quebrar, ele devolve seu dinheiro — até R$ 250 mil por CPF, por instituição. É o motivo pelo qual emprestar pra banco pequeno via CDB não é loucura, dentro do limite.
O FGC não é o governo: é uma entidade privada mantida por contribuição compulsória dos próprios bancos — um seguro coletivo do sistema. Histórico: nas quebras de bancos médios das últimas décadas, quem estava dentro do limite recebeu.
O que ele cobre (e o que não)
- Cobre: depósitos em conta, poupança, CDB, RDB, LCI, LCA, letras de câmbio.
- NÃO cobre: Tesouro Direto (não precisa — a garantia é o próprio governo), fundos de investimento, ações, FIIs, ETFs, debêntures, criptomoedas e COEs. Fundo de investimento não tem FGC nem quando é "do banco".
Os limites que pouca gente lê
- R$ 250 mil por CPF, por instituição — quem tem mais que isso num banco só está com a diferença a descoberto. Diversificar entre bancos multiplica a proteção.
- Teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos: garantias recebidas somam nesse teto rolante.
- O valor coberto inclui principal + rendimento acumulado — R$ 240 mil aplicados que renderam até R$ 260 mil deixam R$ 10 mil de fora.
- A devolução não é instantânea: o processo costuma levar semanas. Reserva de emergência inteira num banco pequeno "porque paga 120% do CDI" tem esse custo escondido.
Regra prática de quem entende: o FGC transforma risco de calote em risco de espera. Pra dinheiro que não pode esperar, o habitat é outro.
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