Quanto guardar por mês pra chegar lá?

Ninguém sonha com "rentabilidade" — sonha com a moto, a entrada do apê, a faculdade do filho. Diga o objetivo e o prazo: a matemática devolve a parcela mensal do sonho, traduzida em coisas que você já paga sem perceber.

R$
Os últimos 15 anos correram a 5,7% ao ano (IPCA/IBGE) e a meta do Banco Central é 3%. Daqui pra baixo a conta inteira sai em reais de hoje.
Pra ter uma moto nova em 5 anos, guarde
R$ 286/mês
a 1% ao mês (0,5% depois da inflação), você aporta R$ 17.142 e os juros pagam R$ 2.858 — em reais de hoje, reajustados todo ano
Compartilhar no WhatsApp

A mágica é o prazo, não o valor

Repare no que acontece quando você alonga o prazo no seletor: a parcela despenca. É o efeito dos juros compostos — quanto mais tempo o dinheiro trabalha, menos sai do seu bolso. A pressa é o imposto invisível dos objetivos.

R$ 20 mil daqui a 15 anos não são R$ 20 mil

A moto que custa R$ 20 mil hoje não vai custar R$ 20 mil em 2041 — e um plano que ignora isso entrega, no fim, menos moto do que prometeu. Por isso o seletor de inflação existe: ele corrige o alvo. A 6% ao ano, os R$ 20 mil viram R$ 47.931, e a parcela sobe junto. Em compensação, a parcela que aparece está em reais de hoje: é o esforço que você sente agora, e ele acompanha o seu salário ano a ano em vez de ficar congelado até 2041. Quem prefere nunca mexer no valor guardado paga mais caro pelo conforto — o número fixo vai escrito ali embaixo, pra comparar.

Onde guardar?

Decisão sua — aqui a gente explica, não recomenda. A regra educacional que o mercado inteiro respeita: objetivo de curto prazo pede previsibilidade (conheça o Tesouro Direto e o CDB); a renda variável é território de prazo longo, porque balança no caminho. Por isso o seletor tem os dois: a renda fixa projeta com uma taxa fixa; a bolsa não projeta nada — ela repete o que de fato aconteceu com aquela ação em cada janela do mesmo tamanho desde 2011, com os proventos reinvestidos e os tombos dentro.

Um número só é sorte de recorte

É por isso que a conta da bolsa nunca sai sozinha aqui. Quem começou a aportar em 2011 e quem começou em 2016 tiveram histórias muito diferentes com a mesma ação — e a diferença entre o melhor e o pior período costuma ser maior que a diferença entre uma ação e outra. O número grande é a mediana das janelas; ao lado dele fica sempre o pior período, que é o que ninguém mostra. Quer ver a conta pelo outro lado — "aportei R$ X por mês, quanto virou?" — o simulador com dados reais faz isso, com o gráfico do caminho.

Quer aprender a decidir isso com calma?

O curso gratuito Comece do Zero te leva do "o que é uma ação" ao plano do primeiro passo — e no InvestSimples o Simão explica qualquer investimento em português claro. grátis pra começar.

Criar minha conta grátis →

Simulação educacional. No modo renda fixa: taxa hipotética fixa de 1% ao mês líquido (≈ 12,7% ao ano), referência conservadora do cenário brasileiro — a taxa real varia e rentabilidade projetada não é garantia de resultado. No modo bolsa: preços oficiais da B3 (COTAHIST) desde 2011 ajustados por proventos, aporte no primeiro pregão de cada mês, sem custos de corretagem e sem imposto de renda; a conta percorre todas as janelas do prazo escolhido que cabem no histórico e mostra a mediana, a pior e a melhor — rentabilidade passada NÃO garante resultado futuro, as janelas se sobrepõem entre si e a lista de ações disponíveis contém apenas empresas que continuam listadas hoje, o que deixa o retrato mais otimista que a bolsa inteira foi. Sobre a inflação: o alvo é corrigido pela taxa que você escolhe e a parcela sai em reais de hoje, pressupondo reajuste anual pela mesma taxa; no modo bolsa, os preços históricos são descontados por essa mesma taxa — mas o retorno que a B3 entregou desde 2011 embute o IPCA que de fato correu no período (5,7% ao ano), então supor uma inflação bem menor deixa o resultado real mais generoso do que foi. A taxa de 1% ao mês da renda fixa é fixa: num cenário de inflação bem mais baixa, o juro nominal também cairia. E o IPCA é a inflação geral — faculdade e imóvel historicamente sobem mais que ela; eletrônicos, menos. O ranking do período é o único bloco em valores nominais. Traduções usam referências médias (aposta R$ 25, delivery R$ 45, streaming R$ 35/mês). Isto não é recomendação de investimento nem consultoria (CVM); o InvestSimples não é corretora. A decisão é sempre sua.

Perguntas frequentes

Que taxa o planejador usa?

Uma taxa hipotética de 1% ao mês líquido (cerca de 12,7% ao ano), referência conservadora de renda fixa no cenário brasileiro atual. Simulação educacional: a taxa real varia e rentabilidade projetada não é garantia.

Onde devo guardar o dinheiro do objetivo?

Isso é decisão sua — o InvestSimples não recomenda produtos. A regra educacional geral: objetivos de curto prazo pedem investimentos previsíveis e com resgate garantido no prazo; a bolsa é território de prazos longos. O glossário explica cada opção sem economês.

E se eu não conseguir guardar o valor calculado?

Alongue o prazo ou reduza o objetivo — a matemática é honesta: prazo maior derruba a parcela porque os juros compostos trabalham mais. Guardar menos do que o calculado ainda te deixa mais perto do que guardar nada.

Quanto guardar por mês para a faculdade do meu filho?

Depende de três coisas: quanto vai custar, em quantos anos e onde o dinheiro fica. O planejador faz a conta nos dois caminhos — com uma taxa fixa de renda fixa e contra o que cada ação da B3 realmente fez em janelas do mesmo tamanho desde 2011. Exemplo real: R$ 250 por mês durante 15 anos somam R$ 45.250 do seu bolso; no BOVA11 (a bolsa inteira) isso virou R$ 101.984 e no CDI, R$ 100.369 — praticamente o mesmo. A escolha da ação mudou muito mais que a escolha entre bolsa e renda fixa.

O planejador prevê quanto a bolsa vai render?

Não, e nenhuma ferramenta consegue. Ele mostra o que aconteceu em cada janela do mesmo tamanho no histórico oficial da B3 desde 2011 — e exibe o melhor e o pior período junto com a mediana, justamente porque um número sozinho é sorte de recorte. Rentabilidade passada não garante resultado futuro.

O planejador considera a inflação?

Sim, e o número muda bastante. R$ 20 mil daqui a 15 anos não compram o que R$ 20 mil compram hoje: a 6% de inflação ao ano, seria preciso R$ 47.931 para o mesmo poder de compra. O planejador corrige o alvo pela inflação que você escolher (3%, 4%, 6% ou 8% ao ano) e devolve a parcela em reais de hoje — o valor que você reajusta a cada ano, junto com o salário. Sem inflação na conta, R$ 20 mil em 15 anos apareceriam como R$ 40 por mês; com 6% ao ano, são R$ 68 por mês em reais de hoje, ou R$ 96 por mês fixos para quem nunca reajusta. Referências: o IPCA correu a 5,7% ao ano nos últimos 15 anos e a meta do Banco Central é 3%.